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Notícias de Marte

Uma viagem pelo universo dos livros e seus autores: literatura, poesia, ensaio, cinema, banda desenhada, arte e teatro.

Notícias de Marte

Uma viagem pelo universo dos livros e seus autores: literatura, poesia, ensaio, cinema, banda desenhada, arte e teatro.

"Astérix entre os Belgas" - Albert Uderzo / René Goscinny

Rui Luís Lima, 29.11.25

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Astérix
"Astérix entre os Belgas"
Argumento: René Goscinny
Arte: Albert Uderzo
Asa

Estamos perante a última aventura de Astérix escrita por René Goscinny, que viria a falecer durante a feitura de "Astérix Entre os Belgas", o 24º álbum da popular série de banda desenhada e onde ficaremos a saber como nasceu o popular prato das batatas fritas com mexilhão, para além de encontrarmos em terras belgas os famosos Dupond e Dupont (personagens das aventuras de Tintin, criados por Hergé) e claro um estafeta (com os traços de Eddy Merckx) muito importante para os temíveis guerreiros belgas, que irão defrontar os romanos durante uma competição com os nossos amigos gauleses, para descobrirem quem são os mais heróicos combatentes segundo a opinião de Júlio César que virá a terreiro como "árbitro", com as suas legiões pouco mortíferas.

Rui Luís Lima

“Astérix e Cleópatra” - Albert Uderzo / René Goscinny

Rui Luís Lima, 16.11.25

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“Astérix e Cleópatra” / "Asterix et Cleopatre"
Argumento: René Goscinny
Arte: Albert Uderzo
Páginas: 48
Asa

Albert Uderzo, esse célebre desenhador que nos ofereceu Astérix, Humpá-Pá e Tanguy e Laverduree o seu companheiro de aventuras o célebre René Goscinny, que também escreveu as aventuras do "Petit Nicolas" ( "Menino Nicolau", para além de criar inúmeros herpois da 9ª arte,  já nos deixaram, infelizmente, mas as suas criações são imortais e continuarão a viver ao nosso lado fazendo-nos sorrir com as aventuras destes irredutíveis Gauleses, como lhes chamava Júlio César, que tinha conquistado toda a Gália, menos a sua aldeia. Recordo aqui o meu álbum favorito do herói, que também foi a primeira história que li de Astérix e do seu inseparável amigo Obélix, nas páginas da revista Tintin, nesse longínquo ano de 1968.

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“Astérix e Cleópatra” surgiu pela primeira vez na revista Pilote a 5 de Dezembro de 1963 e a sua publicação durou até 24 Setembro de 1964 ou seja dos números 215 a 257 da célebre revista francesa de banda desenhada, onde René Goscinny era um dos principais responsáveis, tendo surgido em álbum em 1965.

Rui Luís Lima

“Iznogoud e o Computador Mágico” - René Goscinny / Tabary

Rui Luís Lima, 25.10.25

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Iznogoud
“Iznogoud e o Computador Mágico” / “Iznogoud et L’ordinateur magique”
Argumento; René Goscinny
Arte: Tabary
Páginas: 44
Asa

Este volume das aventuras do temível e desastrado Iznogoud, que queria ser Califa no lugar do Califa, possui as seguintes histórias:

- A Máquina Genial

- A Estrada Que Leva a Nenhures

- Dourador Amaldiçoado

- O Ceptro do Califa

- O Unguento Misterioso

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Cada aventura deste inesquecível herói da banda desenhada, criado pelo genial René Goscinny ao qual Tabary ofereceu uns traços inesquecíveis, é composta por 8 pranchas, para além de diversas vinhetas que ficaram famosas. Ele é um dos meus heróis favoritos da banda desenhada e foi descoberto por mim nas páginas da revista “Jacto” de banda desenhada, nascida a 3 de Novembro de 1971 tendo sido editados 78 números de muito boa qualidade desta célebre revista da 9ª Arte.

Rui Luís Lima

Lucky Luke - “Billy, The Kid” - René Goscinny / Morris

Rui Luís Lima, 22.10.25

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Lucky Luke
“Billy, The Kid”
Arte: Morris
Argumento: René Goscinny
Colecção: Lucky Luke nº.8
Páginas: 46
Asa/Público

A primeira história que li de Lucky Luke foi, precisamente, na revista Tintin, nesses anos 60, em que pelos vistos hoje em dia ninguém viveu, e fiquei deliciado com a personagem do terrível Billy, The Kid, que obrigava o dono do saloon a só servir chocolate quente e uns bolos, que me pareciam deliciosos.

Depois o cowboy solitário, que disparava mais rápido que a sua própria sombra, acompanhado pelo fiel cavalo branco Jolly Jumper, perceberam rapidamente que em Fort Weakling reinava um clima “tranquilo”, direi mesmo “pacífico” e até o célebre responsável do jornal local se encontrava de certa forma condicionado por esse génio do far-west chamado Billy, The Kid!

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Esta aventura de Lucky Luke, célebre personagem criado por Morris, cujo autor na realidade se chamava Maurice de Bévère e era belga, teve em Renè Goscinny o cúmplice perfeito para os argumentos de Lucky Luke, tendo esta aventura do solitário cow-boy surgido pela primeira vez nas páginas da revista Spirou (nºs.1210 a 1231), nesse ano já longínquo de 1961, mas que permanece como uma das mais imaginativas aventuras de Lucky Luke, ele que conviveu com os temíveis irmãos Dalton, que se cruzou com Calamity Jane e até conheceu o cão mais “inteligente” do Oeste Selvagem, o famoso Ran Tan Plan, possui neste duelo com Billy The Kid uma memorável aventura que muitos ainda gostam de recordar!

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Quando li pela primeira vez uma aventura de Lucky Luke nas páginas da revista Tintin, em finais dos anos 60 do século passado, foram estas as duas primeiras pranchas que vi publicadas a partir do álbum de Lucky Luke, "Billy The Kid", da autoria de René Goscinny e Morris. Mas muitos anos depois ao reler esta aventura de Lucky Luke a enfrentar o temível Billy The Kid foi esta a primeira prancha que encontrei publicada:

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E foi assim que um dia descobri como a banda desehada "Billy The Kid" de Lucky Luke tinha sido alterada em nome dos "bons costumes", porque até o humor da dupla René Goscinny e Morris já incomoda.

Rui Luís Lima

"Humpá-Pá – O Pele-Vermelha” - René Goscinny / Albert Uderzo

Rui Luís Lima, 06.08.25

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"Humpá-Pá – O Pele-Vermelha” / ”Oumpah-Pah, Le Peau-Rouge”
Argumento: René Goscinny
Arte: Albert Uderzo
Páginas: 48
Asa

Esta aventura do famoso índio Humpá-Pá surgiu publicada em álbum pela Editorial Ibis em 1965 mas foi na Revista Tintin (portuguesa) que li pela primeira vez as aventuras deste Pele-Vermelha chamado Humpá-Pá, que irá estabelecer com o militar inglês casaca-vermelha Humberto da Massa-Folhada uma bela amizade, sendo a sua luta contra o temível Maus-Fígados a primeira aventura que li deste herói criado por René Goscinny e desenhado por Albert Uderzo, para as páginas da Revista Pilote.

No entanto, a pouca popularidade atingida por Humpá-Pá junto dos leitores franceses ficou bem visível após um inquérito ou sondagem, se preferirem este termo, da revista dirigida por René Goscinny, tendo os célebres criadores de Astérix abandonado, infelizmente, a feitura das aventuras deste índio destemido,  um dos meus personagens favoritos da banda desenhada franco-belga.

O primeiro volume reeditado pela Asa, intitulado “Humpá-Pá – O Pele Vermelha”, para além de nos oferecer a primeira aventura (30 pranchas), possui uma apresentação de Humpá-Pá feita pelo próprio Astérix, que nos narra como tudo começou, ao mesmo tempo que temos as primeiras tiras, surgidas em 1951 e o seu nascimento oficial em 1958, tornando-se este volume uma verdadeira preciosidade para os fans da célebre 9ª Arte!

Rui Luís Lima

Spagetti - “Encontro de Ciclistas” / "Em Paris" / Spaghetti e os Quadros a Óleo" - René Goscinny / Dino Attanasio

Rui Luís Lima, 12.07.25

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Spagetti
“Encontro de Ciclistas” / "Em Paris" / “Spaghetti e os Quadros a Óleo”
“Au Rendez-vous des Cyclistes”/ "À Paris" / / “Spaghetti et la Peintoure à l’Houille”
Argumento: René Goscinny
Arte: Dino Attanasio
Páginas: 96
Álbum: Asa / Público

Spaghetti uma das mais belas criações de René Goscinny, irá ter ao longo da sua existência, um grande problema familiar, o seu primo, que nunca o larga e desta vez em "Encontro de Ciclistas" ele irá longe demais ao “convencê-lo” à força a ser co-proprietário de um hotel nas montanhas, que por sinal se encontra num estado lastimoso e é usado para fins duvidosos por uns ciclistas, ainda mais misteriosos…

"Em Paris" é a minha aventura favorita de Spaghetti e desse seu primo mais chato do mundo: uma verdadeira lapa e foi a primeira história que li do simpático Spaghetti, nas páginas da revista Tintin. 

Já a história intitulada “Spaghetti e os Quadros a Óleo” revela-nos mais uma vez como o negócio das Belas Artes, nem sempre é belo e por vezes com contornos muito estranhos, com quadros avaliados em milhões a habitarem pequenas cozinhas pendurados por cima de fogões ou lareiras, mas isso já é outra "estória"...porque Spaghetti é um dos mais belos divertimentos saídos da imaginação desse mago contador de histórias chamado René Goscinny, que nos deixou demasiado cedo. Já Dino Attanasio oferece-nos um maravilhoso traço que se enquadra de forma perfeita na famosa esola franco-belga da banda desenhada, uma das mais famosas da 9ª Arte!

Rui Luís Lima