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Notícias de Marte

Uma viagem pelo universo dos livros e seus autores: literatura, poesia, ensaio, cinema, banda desenhada, arte e teatro.

Notícias de Marte

Uma viagem pelo universo dos livros e seus autores: literatura, poesia, ensaio, cinema, banda desenhada, arte e teatro.

Ric Hochet - “Chegou a Tua Hora, Ric Hochet” - André-Paul Duchâteau / Tibet

Rui Luís Lima, 22.11.25

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Ric Hochet
“Chegou a Tua Hora, Ric Hochet” / "Hallali pour Ric Hochet"
Argumento: André-Paul Duchâteau
Arte: Tibet
Álbum: Asa / Público

Mais uma vez Ric Hochet irá defrontar o temível Carrasco que ao deixar a prisão após uma troca de prisioneiros em que foi escolhido se dedica a treinar de forma mortífera, marginais para reiniciar os seus atentados e o destino levou a que Ric Hochet ao pilotar um avião fosse cair no interior do jogo que faz as delícias de Carrasco, mas nem tudo está de acordo com as regras do jogo criado por Carrasco, que se encontra numa cadeira de rodas.

A forma como André-Paul Duchâteau nos narra a história é digna da arte do romance policial, já Tibet confirma mais uma vez a sua Arte!

Rui Luís Lima

Ric Hochet - “Pânico na Net”

Rui Luís Lima, 06.11.25

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Ric Hochet
“Pânico na Net” / "Panique sur le Web"
Arte: Tibet
Argumento: André-Paul Duchâteau
Páginas:48
Asa/Público

“Pânico na Net” revela-se como a continuação perfeita e empolgante de "O Contrato do Século", com um sentido perfeito do romance policial por parte de André-Paul Duchâteau e o conhecido traço de Tibet, iremos encontrar as habituais personagens que se cruzam no quotidiano com o famoso jornalista Ric Hochet, mas onde iremos também conhecer o célebre pai de Ric Hochet: um homem de acção! Se gosta de banda desenhada, estes dois álbuns de Ric Hochet merecem a sua leitura!

Rui Luís Lima

Ric Hochet - “O Contrato do Século” / "Le Contrat du siècle" - Tibet / André-Paul Duchâteau

Rui Luís Lima, 04.11.25

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Ric Hochet
“O Contrato do Século” / "Le Contrat du siècle"
Arte: Tibet
Argumento: André-Paul Duchâteau
Páginas:48
Asa/Público

Nesta aventura do célebre repórter Ric Hochet, do jornal “La Rafale”, criado pela dupla Tibet (desenhos) e André-Paul Duchâteau (argumento), mergulhamos mais uma vez num duelo entre o intrépido jornalista e esse seu perigoso inimigo conhecido como “Carrasco”, que desta vez será prolongada por dois álbuns: "O Contrato do Século" e "Pânico na Net"

Estes dois excelentes álbuns de banda desenhada, surgidos originalmente no início do século xxi, revelam-se de uma enorme actualidade, porque aqui iremos encontrar uma OPA jornalística, com um olhar bem crítico sobre a Imprensa Sensacionalista, ao mesmo tempo em que a Net surge como elemento preponderante da acção do segundo álbum, como aliás o título indica, em que iremos ter a história de um “hacker“ que espalha o pânico e se intitula “Deus”, ao mesmo tempo que a sua identidade, como quase sempre sucede, permanece um enigma.

Estamos perante uma das mais espectaculares aventuras de Ric Hochet, que ultrapassa as fronteiras da banda desenhada e entra no território da literatura policial!

Rui Luís Lima

Ric Hochet - "Uma Armadilha para Ric Hochet" / "Ric Hochet contra o Serprente" - Tibet / André-Paul Duchâteau

Rui Luís Lima, 16.07.25

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Ric Hochet
"Uma Armadilha para Ric Hochet" / "Ric Hochet contra o Serprente"
Arte: Tibet
Argumento: André-Paul Duchâteau
Páginas: 112
Álbum: Asa /Público

Este duplo álbum das aventuras de Ric Hochet surgiu como o número dez da colecção Clássicos da Revista Tintin, que em Portugal foi editada pela editora Asa e jornal "Público", tendo surgido nas bancas 12 volumes, que deliciaram os leitores da antiga revista Tintin (edição portuguesa), que no ano de 1968 surgiu no nosso país pela mão da editora Bertrand.

Ric Hochet o popular jornalista detective surge aqui em luta com um dos seus piores inimigos conhecido como "Carrasco", que apesar de por vezes ser capturado, termina sempre por ser trocado ou evadir-se, como sucede com Olrik o célebre personagem criado por Edgar Pierre Jacobs, para a série "Blake & Mortimer"

Os criadores de Ric Hochet, cuja primeira aventura foi publicada no "Cavaleiro Andante" numa pequena história de quatro páginas, só retomaram a personagem muitos anos depois, criando Tibet um traço bem diferente no desenho, assim como André-Paul Duchâteau,  o seu argumentista, irá desenvolver um fio narrativo bem diferente, levando a que este personagem da escola franco-belga da 9ª arte conquiste uma legião de leitores.

Rui Luís Lima

Ric Hochet - "O Jornalista Detective" - André-Paul Duchâteau / Tibet

Rui Luís Lima, 15.06.25

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Ric Hochet
"O Jornalista Detective"
Argumento: André-Paul Duchâteau
Arte: Tibet
Páginas: 192
Edições Devir

Este álbum da série Os Clássicos da Banda Desenhada", que tem dedicado grande atenção aos "comics" norte-americanos ofereceu também alguns números à banda desenhada franco-belga, como sucede com o célebre repórter Ric Hochet do jornal "La Rafale", que surgiu pela primeira vez em Portugal nas páginas do Cavaleiro Andante com uma aventura de quatro páginas, que se irá tornar histórica, porque Tibet irá depois deixar a Europa e partir para o então Congo Belga e só quando regressar, alguns anos depois, irá retomar a personagem com novos traços e fisionomia bem diferente, surgindo nas páginas da revista Tintin (edição portuguesa) com essa famosa aventura intitulada "Rapto no Havre", em que iremos descobrir nesse guarda-fatos do herói, as célebres camisolas de gola alta de diversas cores e um enorme conjunto de casacos iguais.

Este álbum das Edições Devir incluiu os seguintes álbuns:

- "Os Espectros da Noite" / "Les spectres de la nuit"

- "Investigação no Passado" / "Enquete dans le passé"

- "Inimigo Através dos Séculos" / "L'ennemi à travers les siècles"

- "O Escândalo Ric Hochet" / "Le scandale Ric Hochet"

Estas quatros histórias tem um arco temporal criativo de dez anos (1971 - 1981) e revelam-nos a verdadeira magia que sempre acompanhou as aventuras de Ric Hochet, não só pelo traço inconfundível de Tibet (Gilbert Gascard, de seu nome), mas também dos fabuloso argumentos de André-Paul Duchâteau, que também se dedicou à escrita de policiais conseguindo transpor para as bandas desenhadas de Ric Hochet a emoção e o suspense que sempre celebrizaram o romance policial, sendo numa das histórias deste álbum bem patente um final típico dessa grande escritora chamada Agatha Christie, quando Ric Hochet reúne os suspeitos numa sala (seguindo as pisadas de Poirot) e decide desvendar o mistério e o criminoso perante os presentes, que terão todos um ar muito pouco inocente.

Este álbum de formato mais reduzido do que é habitual nos álbuns de banda desenhada, cumpre com o grafismo e as cores, apresentando uma folha de entrada para cada álbum, para além de nos oferecer um ensaio sobre o herói e os seus criadores, que infelizmente não surge assinado, mas cuja leitura se recomenda.

Rui Luís Lima