Fumar! Não Fumar!

Fumar! Não Fumar!
O Tabaco faz mal à saúde!
Um dia destes à noite estava a escrever um post para um dos meus blogs e na televisão era exibido um filme espanhol e de súbito a conversa chamou-me a atenção para os dois personagens que conversavam na entrada de um prédio:
- “Antigamente podia-se fumar à vontade no emprego, agora se queremos fumar um cigarro temos de vir para a rua”.
- “Dantes toda a gente fumava, agora já ninguém fuma”
- “ Mas já estás a fumar outro cigarro!”
- “O que queres, agora só posso fumar à hora de almoço, quando sair!”
E o que diziam aquelas personagens do filme era bem verdade, ainda me recordo dos cinzeiros nas costas dos bancos dos autocarros e das camionetas, Toda a gente fumava, mas os tempos são outros e o tabaco, faz muito mal à saúde e também à bolsa. Um fumador que queira deixar de fumar apenas tem que fazer contas ao que gasta em tabaco para rapidamente deixar de fumar!

Foi com um cigarrinho Português Suave, oferecido numa noite de muita chuva, que iniciei a minha carreira de fumador nesse ano de 1968, que viria a ser terminada em 2010. Surf, Kart, Ritz, SG Gigante e Camel foram algumas das marcas mais "visitadas".
Já o Tapioca do Café dos Filósofos, que anda neurótico com os últimos acontecimentos no Planeta Terra e não fumava à longos anos decidiu ir à Tabacaria comprar um maço de SG Gigante e, na Tabacaria da esquina, o funcionário desconhecia a existência da marca e dizia que ele devia estar confuso, irritado o Tapioca começou a falar no filme do Manuel Mozos em que o João Bénard da Costa fuma cigarro atrás de cigarro SG Gigante, até fazia recordar o Belmondo no "Acossado" de Jean-Luc Godard, com dois maços em cima da mesa, mas o funcionário também não sabia quem era o Bénard da Costa e depois pediu-lhe para sair da loja, pois tinha mais clientes para atender à espera na entrada da Tabacaria era dia de Totoloto.
Desalentado e acossado com o estado a que chegámos, o Tapioca desistiu de regressar ao tabaco, já não fumava à longos anos, e ao sair nem reparou que o cliente seguinte era o neto do Alves, que pediu um maço de tabaco de 27 cigarros!?

Quando os maços de tabaco começaram a ter imagens que alertavam o fumador para os malefícios do tabaco foram criadas umas embalagens com diversos motivos para se introduzir o maço de tabaco, no intuito de esconder as imagens que os maços passaram a exibir, mas os fumadores, que são cada vez menos não corresponderam à compra destas embalgens.
Se está interessado em conhecer melhor a indústria do tabaco em Portugal recomendo que leia dois livros editados no nosso país: "Os Tabacos: Sua influência na Vida da Nação" de Raul Esteves dos Santos editado pela Seara Nova em 1974 e o livro da autoria de Maria Filomena Mónica intitulado "O Tabaco e o Poder - 100 Anos da Companhia dos Tabacos de Portugal", editado pela Quetzal em 1992.
Rui Luís Lima