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Notícias de Marte

Uma viagem pelo universo dos livros e seus autores: literatura, poesia, ensaio, cinema, banda desenhada, arte e teatro.

Notícias de Marte

Uma viagem pelo universo dos livros e seus autores: literatura, poesia, ensaio, cinema, banda desenhada, arte e teatro.

Tintin - "Tintin no País dos Sovietes" - Hergé

Rui Luís Lima, 31.10.25

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Tintin
"Tintin no País dos Sovietes" / "Tintin au pays des sovietes"
Arte: Hergé
Argumento: Hergé
Páginas: 137
Álbum: Verbo

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“Tintin no País dos Sovietes” é a primeira aventura de Tintin (repórter do «Petit Vingtième»), criada por Hergé, em 1929, publicada a preto e branco e que só muito recentemente foi colorida. Recorde-se que esta foi a última aventura de Tintin a ser publicada na Revista Tintin (portuguesa), tendo ficado incompleta, devido à publicação da Revista Tintin ter sido interrompida pela casa editora (Bertrand) e só posteriormente iria ser lançada em álbum em Portugal.

Assim começava esta aventura de Tintin escrita e desenhada por esse Mago chamado Hergé: “O «Petit Vingtième» sempre desejoso de satisfazer os seus leitores e de os manter ao corrente do que se passa no estrangeiro, acaba de enviar à Rússia Soviética um dos seus melhores repórteres: TINTIN! São as suas múltiplas peripécias que desfilarão sob o vosso olhar cada semana.

N.B. A Direcção do «Petit Vingtème» garante que todas as fotografias são rigorosamente autênticas, tendo sido tiradas pelo próprio Tintin, ajudado pelo seu simpático cão Milu!”

No Museu Hergé perto de Bruxelas pode assistir a uma interessante entrevista com Hergé em que ele refere a publicação das aventuras de Tintin em Portugal, revelando que nunca percebeu porque razão o nome do seu personagem surgia como "Tintim", o "n" era transformado em "m", por outro lado recorde-se que Hergé manteve correspondência com Adolfo Simões Muller, o célebre director da revista de banda desenhada "Cavaleiro Andante" na época da sua publicação, que durou dez anos.

Assim nascia um dos mais célebres heróis da história da 9º Arte, o célebre Tintin um personagem incontornável da banda desenhada para inúmeras gerações! 

Rui Luís Lima

Lawrence Durrell - "Justine"

Rui Luís Lima, 30.10.25

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Lawrence Durrell
"Justine"
(Quarteto de Alexandria - 1)
Páginas:286
Ulisseia

«O mar está novamente agitado hoje, com rajadas de vento que despertam os sentidos. Em pleno Inverno, a Primavera começa a fazer-se sentir. Toda a manhã o céu esteve de uma pureza de pérolas; há grilos nos recantos sombrios; o vento despoja e fustiga os grandes plátanos...

Retirei-me para esta ilha com alguns livros e com a criança - a filha de Melissa. Não sei porquê, agora, ao escrever, penso nesta ilha como num «retiro». Os habitantes dizem por brincadeira que só um convalescente pensaria em vir procurar este lugar. Bem, para ser condescendente, admitamos que sou um homem que procura curar-se...»

Lawrence Durrell

in "Justine"

Tradução: Daniel Gonçalves

João Bénard da Costa - “Escritos Sobre Cinema - Tomo 1 - Volume 1”

Rui Luís Lima, 29.10.25

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João Bénard da Costa
“Escritos Sobre Cinema - Tomo 1 - Volume 1”
Páginas: 1298
Cinemateca Portuguesa

João Bénard da Costa, para diversas gerações de cinéfilos entre a qual me incluo, é um nome incontornável da crítica de cinema, ultrapassando as fronteiras deste nosso pequeno país. Ao longo da sua vida este homem amou e escreveu sobre cinema de forma única, sempre apaixonante e com uma cultura que deixa qualquer leitor dos seus textos simplesmente fascinado pela sua escrita.

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Depois, temos a sua actividade como programador de cinema, desde esses tempos em que esteve à frente da Fundação Calouste Gulbenkian e mais tarde na Cinemateca Portuguesa onde, ao longo dos anos, deixou a sua marca inconfundível numa programação, que confesso ter saudades, pois foi ali que os meus horizontes se abriram para a História da Sétima Arte.

Ao longo dos anos, os seus textos foram surgindo nos diversos catálogos que foram editados, tanto pela Gulbenkian, como pela Cinemateca e muitos deles hoje estão esgotados, para além das famosas folhas que eram distribuídas antes das sessões de cinema, que eram verdadeiros tratados sobre a Arte do Cinema. E seria Pedro Mexia que, quando se encontrava à frente da Cinemateca, como Director Interino, deu luz verde à ideia de se publicar em obra escrita os famosos textos de João Bénard da Costa, que assim voltaram ao convívio dos amantes do cinema através deste primeiro volume intitulado “Escritos Sobre Cinema”.

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(João Bénard da Costa também surgiu como actor no cinema usando o pseudónimo de Duarte d'Almeida. Na imagem no filme "O Passado e o Presente" realizado por Manoel de Oliveira )

Esta obra monumental no seu plano de publicação, reúne todos os escritos de João Bénard da Costa, para a Gulbenkian, como para a Cinemateca, incluindo as célebres folhinhas e convém recordar que muitas delas foram escritas apenas para sessões na Gulbenkian ou seja, para muitos leitores será a primeira vez que irão tomar contacto com elas. Mesmo que tenha todos os catálogos da Cinemateca (como é o meu caso) e da Gulbenkian (dedicados ao cinema), estes “Escritos Sobre Cinema” revelam-se uma mais-valia, pois oferecem-nos belas surpresas, pela forma como João Bénard da Costa nos escreve sobre essa Arte maior que é o Cinema.

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A obra foi dividida em dois Tomos, constituídos por diversos volumes, o primeiro tomo dedicado aos cineastas, em forma de dicionário e o segundo tomo dedicado aos actores, cinematografias, etc. Estamos assim perante uma obra incontornável e deveras importante para a História do Cinema em Portugal. Neste primeiro volume do tomo 1 destaco os cineastas Ingmar Bergman, Luis Buñuel (recorde-se que Bénard da Costa assinou todas as folhas das sessões dedicadas ao cineasta espanhol), Franz Borzage, Frank Capra e Charles Chaplin, tendo este último por vezes três textos para o mesmo filme, que completam de forma precisa o pensamento de Bénard da Costa através do tempo, depois temos questões bem curiosas levantadas por Bénard da Costa, como a quem se deve dar a autoria/realização de “A Canção de Lisboa”. Leiam o texto, que não vão dar o tempo como perdido!

Mas se esta edição é um acontecimento, gostaria de referir que foi pena os editores responsáveis por ela, no que diz respeito aos textos das célebres “folhinhas”, não terem transcrito a ficha respeitante aos filmes que constava delas, de qualquer modo é de saudar esta edição que reúne os textos de cinema de João Bénard da Costa, escritos para a Cinemateca e Fundação Calouste Gulbenkian durante a sua actividade como responsável das duas Instituições na área do Cinema.

Rui Luís Lima

Gaston Lagaffe - "Os Arquivos de Lagaffe" - André Franquin

Rui Luís Lima, 28.10.25

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Gaston Lagaffe
"Os Arquivos de Lagaffe"
Arte: André Franquin
Argumento: André Franquin
Colecção: Gaston nº.1
Páginas: 48
Asa/Público

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Em 1957, mais precisamente no número 985 da revista Spirou, nascia Gaston Lagaffe, através do traço e da escrita genial de André Franquin, essa personagem que na redacção da Revista Spirou espalha o pânico com as suas gaffes, deixando à beira de um ataque de nervos o seu amigo Fantásio e parte o coração da bela Mademoiselle Jeanne que, apaixonadamente, compreende o seu comportamento.

Numa ida a Paris descobrimos na Biblioteca do Centro Pompidou em Paris, que recentemente encerrou portas para longas transformações do espaço, uma bela exposição dedicada a Gaston Lagaffe e ao seu criador, revelando-se uma perfeita maravilha em termos de memórias para diversas gerações, já que o nível etário presente, aquando da nossa passagem, era diversificado, embora fossem os mais velhos a divertirem-se imenso com as imagens que iam descobrindo, ao desfolharem as revistas de banda desenhada, certamente repletas de belas memórias de uma infância passada.

Até mesmo no local de consulta das diversas publicações existentes na Biblioteca do Centro Pompidou onde Gaston Lagaffe surgia numa bela exposição reproduzindo algumas das mais célebres páginas deste herói, eram os mais velhos que se deliciavam com a leitura e as diatribes deste célebre e incontornável personagem da banda desenhada franco-belga.

Paula Nunes Lima

John Le Carré - “O Fiel Jardineiro” / “The Constant Gardener”

Rui Luís Lima, 27.10.25

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John Le Carré
“O Fiel Jardineiro” / “The Constant Gardener”
Páginas: 405
Dom Quixote

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A adaptação cinematográfica que Fernando Meirelles fez deste fabuloso romance de John Le Carré, intitulado “O Fiel Jardineiro” / “The Constant Gardener”, tendo em conta as opções levadas a cabo pelo cineasta brasileiro, cinematograficamente falando, não contemplam o meu olhar cinéfilo, já a forma como foi elaborado o argumento da película, eliminando personagens nada secundárias e revelando demasiado cedo um dos segredos do livro leva-nos a dizer que se viu o filme e não leu o livro, o deverá fazer de imediato, pois estamos perante um dos mais brilhantes romances escritos por John Le Carré.

Desta feita o tema abordado pelo escritor britânico, sempre com enorme acutilância, como era seu hábito e tornando-se muitas vezes em alguém incómodo para o poder instituído por esse mundo fora, conduz-nos até ao Continente Africano e às célebres ONG, que por ali proliferam prestando serviços básicos às populações necessitadas, mas tendo por vezes interesses bem particulares e aqui John Le Carré invade esse território bem (des)conhecido dos grandes potentados da Industria Farmacêutica e dos seus poderosos laboratórios.

Mas como não poderia deixar de ser, no final do livro, John Le Carré, para evitar os famosos processos, explica numa nota de autor que apenas terminámos de ler um romance e que se trata de ficção literária, não havendo qualquer similitude com pessoas ou empresas que trabalham em África em prole do bem-estar da humanidade deste Continente. Portanto o caso de se experimentar medicamentos nas populações para depois ver os resultados a fim de os aperfeiçoar e melhorar ou a tão falada oferta de medicamentos já fora de prazo, apenas corresponde à intriga deste romance de ficção.

Por outro lado, todos os acontecimentos que são relatados na Embaixada Britânica em Nairobi, no Quénia, são apenas produto da sua magnífica ficção, que ficaram largamente ausentes do filme de Fernando Meirelles, mas que oferecem um outro olhar ao leitor que viu o filme.

Estamos assim perante um dos melhores romances contemporâneo desse genial escritor chamado John Le Carré, que nos vem confirmar a máxima de que para conhecermos um livro não basta ver o filme que foi feito a partir dele, é necessário descobrir cada palavra do escritor e assim percorrer os caminhos Africanos de Justin e de Tessa, conhecer o seu amor e o direito a essa verdade tão incómoda, que alguns pretenderam que ficasse esquecida nas margens do lago, deste extraordinário romance de John Le Carré!

Confesso que irei ter enorme saudade da escrita de John Le Carré agora que ele nos deixou, certamente irei reler todos os romances deste genial escritor britânico que sempre nos fez um retrato acutilante do universo onde nos movemos.

Rui Luís Lima

John Steinbeck - “A Pérola”

Rui Luís Lima, 26.10.25

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John Steinbeck
“A Pérola”
Páginas: 146
Publicações Europa-América

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A primeira vez que li “A Pérola”, de John Steinbeck, foi na pré-adolescência, quando surgiu na edição de livros de bolso da Europa-América e nunca mais me esqueci da história de Kino, esse pescador de pérolas, da sua mulher e do seu pequeno filho e desde esse dia percebi que o mundo estava dividido entre ricos e pobres e quando os que nada possuem, por obra do acaso, encontram algo que lhes poderá alterar a sua vida, são de imediato vítimas da cobiça e do cinismo humano, levado às mais trágicas consequências. 

Meio-século depois da primeira leitura, encontrei na escrita de John Steinbeck o mesmo prazer da leitura, fruto da genialidade deste escritor norte-americano, cuja obra está a ser reeditada na editora “Livros do Brasil”, incluindo este belo livro. Esperemos que as novas gerações encontrem na sua escrita o prazer da leitura e alarguem os seus horizontes.

Nota: A edição que reli (com tradução de Mário Dionísio), chegou-me às mãos através dessa troca de livros, que existe em alguns locais, espero que o “Hammett” de Joe Gores (que tinha repetido) e que lá deixei, também tenha encontrado um novo leitor.

Rui Luís Lima

“Iznogoud e o Computador Mágico” - René Goscinny / Tabary

Rui Luís Lima, 25.10.25

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Iznogoud
“Iznogoud e o Computador Mágico” / “Iznogoud et L’ordinateur magique”
Argumento; René Goscinny
Arte: Tabary
Páginas: 44
Asa

Este volume das aventuras do temível e desastrado Iznogoud, que queria ser Califa no lugar do Califa, possui as seguintes histórias:

- A Máquina Genial

- A Estrada Que Leva a Nenhures

- Dourador Amaldiçoado

- O Ceptro do Califa

- O Unguento Misterioso

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Cada aventura deste inesquecível herói da banda desenhada, criado pelo genial René Goscinny ao qual Tabary ofereceu uns traços inesquecíveis, é composta por 8 pranchas, para além de diversas vinhetas que ficaram famosas. Ele é um dos meus heróis favoritos da banda desenhada e foi descoberto por mim nas páginas da revista “Jacto” de banda desenhada, nascida a 3 de Novembro de 1971 tendo sido editados 78 números de muito boa qualidade desta célebre revista da 9ª Arte.

Rui Luís Lima

Ernest Hemingway - "O Jardim do Paraíso" / "The Garden of Eden"

Rui Luís Lima, 24.10.25

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Ernest Hemingway
"O Jardim do Paraíso" / "The Garden of Eden"
Páginas: 232
Publicações Dom Quixote

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Por razões que a própria razão desconhece, este livro surgiu em duas edições diferentes no mesmo ano, esta da Dom Quixote e numa outra da Europa-América intitulada "O Jardim do Éden". Optei por esta que era mais barata e de bolso.

Nos dias de hoje neste século XXI é prática comum ter a “andar por aí” títulos diferentes para o mesmo livro, consoante a editora, mas na época do surgimento deste "O Jardim do Paraíso” foi “novidade” para muitos leitores.

Confesso que gostei imenso do livro quando o li a primeira vez e agora ao relê-lo fiquei ainda mais surpreendido, porque os protagonistas deste livro possuem os traços físicos dos heróis criados por Francis Scott Fitzgerald. E sabendo-se a amizade que unia os dois escritores percebe-se o desejo literário de Ernest Hemingway.

Rui Luís Lima

William Faulkner - “Palmeiras Bravas” / "Rio Velho"

Rui Luís Lima, 23.10.25

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William Faulkner
“Palmeiras Bravas” / “Wild Palms”
“Rio Velho” / “Old Man”
Páginas: 305
Publicações Dom Quixote

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William Faulkner é um dos meus escritores preferidos e, como muitos da sua geração, também ele andou por Hollywood como argumentista. Um dia, cansado com o ambiente do Estúdio no edifício dos argumentistas (por onde passaram nomes como Hemingway e Fitzgerald, que “escreviam” bastante no bar em alegre cavaqueira e não só, que me seja perdoado este parêntesis, mas não resisti) disse ao seu “controlador” que ía para casa escrever o argumento, porque ali não tinha o ambiente que precisava.

O funcionário do Estúdio concordou de imediato porque, para ele, a casa de William Faulkner era o hotel onde o tinham hospedado, mas para o escritor era regressar ao seu amado Sul e assim fez. Alarmados pelo seu silêncio e ausência foram ao hotel em Hollywood à sua procura e, ao lá chegarem, perceberam finalmente o sentido das palavras de William Faulkner, que não se deu bem nas terras do cinema, nessa época dourada dos Grandes Estúdios.

Depois desta história sobre William Faulkner e o cinema, vamos ao que interessa que é esta edição que reúne dois livros do escritor, tendo “Palmeiras Bravas” um belo prefácio de Jorge de Sena, que também fez a tradução. Já “Rio Velho” surge editado em conjunto com a obra citada anteriormente porque o editor Nelson de Matos decidiu estar próximo da primeira edição da obra preparada por William Faulkner, embora não tenha querido arriscar muito.

E dizemos isso porque William Faulkner intercalou os capítulos dos dois livros nessa mesma primeira edição, só surgindo separados nas edições posteriores e, anos mais tarde, “Old Man” viria a ser publicado de forma autónoma. Este conjunto de livros intitulado de “Palmeiras Bravas” e “Rio Velho”, num só volume, oferece-nos a genialidade de um dos maiores escritores do século XX. A tradução de “Rio Velho” foi feita por Ana Maria Chaves.

Rui Luís Lima

Lucky Luke - “Billy, The Kid” - René Goscinny / Morris

Rui Luís Lima, 22.10.25

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Lucky Luke
“Billy, The Kid”
Arte: Morris
Argumento: René Goscinny
Colecção: Lucky Luke nº.8
Páginas: 46
Asa/Público

A primeira história que li de Lucky Luke foi, precisamente, na revista Tintin, nesses anos 60, em que pelos vistos hoje em dia ninguém viveu, e fiquei deliciado com a personagem do terrível Billy, The Kid, que obrigava o dono do saloon a só servir chocolate quente e uns bolos, que me pareciam deliciosos.

Depois o cowboy solitário, que disparava mais rápido que a sua própria sombra, acompanhado pelo fiel cavalo branco Jolly Jumper, perceberam rapidamente que em Fort Weakling reinava um clima “tranquilo”, direi mesmo “pacífico” e até o célebre responsável do jornal local se encontrava de certa forma condicionado por esse génio do far-west chamado Billy, The Kid!

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Esta aventura de Lucky Luke, célebre personagem criado por Morris, cujo autor na realidade se chamava Maurice de Bévère e era belga, teve em Renè Goscinny o cúmplice perfeito para os argumentos de Lucky Luke, tendo esta aventura do solitário cow-boy surgido pela primeira vez nas páginas da revista Spirou (nºs.1210 a 1231), nesse ano já longínquo de 1961, mas que permanece como uma das mais imaginativas aventuras de Lucky Luke, ele que conviveu com os temíveis irmãos Dalton, que se cruzou com Calamity Jane e até conheceu o cão mais “inteligente” do Oeste Selvagem, o famoso Ran Tan Plan, possui neste duelo com Billy The Kid uma memorável aventura que muitos ainda gostam de recordar!

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Quando li pela primeira vez uma aventura de Lucky Luke nas páginas da revista Tintin, em finais dos anos 60 do século passado, foram estas as duas primeiras pranchas que vi publicadas a partir do álbum de Lucky Luke, "Billy The Kid", da autoria de René Goscinny e Morris. Mas muitos anos depois ao reler esta aventura de Lucky Luke a enfrentar o temível Billy The Kid foi esta a primeira prancha que encontrei publicada:

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E foi assim que um dia descobri como a banda desehada "Billy The Kid" de Lucky Luke tinha sido alterada em nome dos "bons costumes", porque até o humor da dupla René Goscinny e Morris já incomoda.

Rui Luís Lima

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